Sábado, Dezembro 17, 2011

“As emissões poluentes não só continuam crescendo como aceleraram” mudanças climáticas

Os acordos celebrados na conferência do clima em Durban, na África do Sul, são o maior avanço desde a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 2007. Mas não vão resolver o problema do aquecimento global. Eles nem sequer vão impedir que as emissões poluentes continuem crescendo. É o que explica o engenheiro florestal Tasso Azevedo. Ele é consultor do Ministério do Meio Ambiente. Foi um dos responsáveis pelo plano brasileiro de redução nas emissões, que sustenta as metas apresentadas pelo país em Durban. Em entrevista a Época, Tasso explica como vê os resultados das negociações do clima.

ÉPOCA – Os acordos de Durban são um avanço?

Tasso Azevedo – Sim. São o maior avanço nas negociações de clima desde o Protocolo de Kyoto em 2007. Pela primeira desde então, todos os maiores emissores concordam em se comprometer com um instrumento com força legal para redução de emissões. Adicionalmente se consolidou a continuidade de Kyoto. Ele é mais importante pelos regulações que criou do que pelos novos compromissos. Durban também deu pontapé inicial para operar o Fundo Verde (para ajudar nações pobres a reduzir emissões e enfrentar as mudanças climáticas inevitáveis) agora com estrutura clara e recurso mínimo.

ÉPOCA – Os acordos são base para redução de emissões até 2020?

Tasso – Não. E este é o problema central. As emissões atualmente não apenas continuam crescendo como aceleraram. Considerando todos os compromissos obrigatórios e voluntários de todos os países apresentados até o momento as emissões em 2020 devem chegar a 55 bilhões de toneladas de carbono por ano. É um aumento de 10 bilhões comparando com as emissões de 2005. Para que tenhamos 25% de chance de não subir a temperatura em mais de 2 graus centígrados – que é o objetivo definido no Acordo de Copenhagen – não devemos emitir mais de 1,8 trilhões de toneladas em todo século, ou seja uma média de 18 bilhões por ano. Acontece que com todos compromissos chegaremos em 2020 tendo emitido mais da metade de tudo que poderíamos emitir em todo século. Por isso, estamos longe, muito longe da trajetória necessária, que nos leve a reduzir as emissões a menos de 10 bilhões de toneladas por ano até 2050.

ÉPOCA – Como evitar um aumento de catastrófico 3 a 4 graus na temperatura média da Terra?

Tasso – Ainda não podemos jogar a toalha. Mas devemos pensar em encarar cenários de impactos gerados por uma aumento desta magnitude. E ao mesmo tempo temos que colocar toda energia para que o acordo global com metas para todos seja completado o mais rápido possível. Um anuncio que passou quase desapercebido durante a conferência do clima dá uma dica de por onde devemos caminhar. A Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, anunciou que pretende crescer e se tornar uma economia média se comprometendo com crescimento absoluto zero das suas emissões e conclamou o mundo a ajudá-la a conseguir este intento.
Fonte Revista Época

Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Veja quais os Tipos de Flores Plantadas no Verão:

- Girassol: é uma planta da América do Norte, de ciclo curto e cultivada como ornamental e como produção de óleo comestível. É preciso semear o girassol todos os anos. A semeadura deverá ser feita em canteiros, pois o girassol não tolera bem o transplante. Necessita de muito sol, solos profundos e férteis.
- Lágrima de Cristo: é uma trepadeira que cresce mais rápido nas estações quentes. Quando colocadas em treliças de apoio, ela deixa o ambiente bonito e ainda mais especial.

- Calêndula ou malmequer amarelo: originária das Ilhas Canárias e zona do Mediterrâneo, a calêndula possui folhas de cor verde-clara e com forte cheiro. Possui um ciclo de poucos meses. Suas pétalas são comestíveis e a toda a planta é considerada medicinal.

- Cravo: é uma planta de curta duração e que possui flores com cinco pétalas, nas mais variadas cores. Para semeá-lo é preciso usar boa terra para a sementeira, cobrindo as sementes com uma fina camada. Também é preciso manter a terra úmida até germinarem, diminuindo depois as regas.

- Sempre viva: é uma planta nativa da Austrália, que foi introduzida na Europa em 1799. Possui flores cujo caule pode atingir 38 centímetros de altura. É possível encontrar sempre viva em diversas cores, pois ela tem bom poder de germinação. Para plantá-las é necessário fazer buracos de um centímetro separados por um espaço de 15 a 23 centímetros. Embora não tenha muita exigência quanto ao tipo de solo, ela é uma planta que precisa muito de luz. A sementeira deve ocorrer em fevereiro, março e abril.

Depois de plantar o cuidado com a planta deve ser mantido. Nessa época quente do verão, as plantas devem ser regadas mais de uma vez ao dia, sempre pela manhã e ao final da tarde. Assim, ela irá se desenvolver e deixar seu jardim ainda mais bonito.

Segunda-feira, Novembro 28, 2011

 INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE  ÁGUA

O que é água potável?

É a água que pode ser consumida sem riscos à saúde. Ela preenche todos os requisitos de natureza física, química e biológica, seguindo os padrões estabelecidos pela legislação nacional e internacional. Por isso, deve-se, de preferência, utilizar a água tratada.

Qual a diferença entre água contaminada e poluída?

Água poluída – é a água que apresenta alterações físicas, como: "cheiro, turbidez, cor ou sabor". Normalmente, a alteração física é conseqüência da contaminação química, geralmente devido à presença de substâncias, como: elementos estranhos ou tóxicos.

Água contaminada – é a água que contém agentes patogênicos vivos, sejam bactérias, vermes, protozoários ou vírus. Essa água não é potável, logo não deve ser utilizada.

Fontes de Contaminação

Como a água tratada pode ser contaminada? E nascentes e poços?

A água de abastecimento passa por um tratamento rigoroso e, somente depois, é distribuída para as residências, onde existem ligações domiciliares. Ali, a água é armazenada em caixas d’água. É nessa etapa que pode ocorrer a contaminação.

Também as nascentes, minas e cisternas, que são fontes de suprimento de água, podem apresentar contaminação, seja por se localizarem na proximidade de fossas, onde há grande presença de matéria orgânica, ou pelo acesso de animais, água de chuvas ou outras fontes de contaminação e poluição.

Por que a água contaminada ou poluida é prejudicial à saúde?

Porque a água contaminada ou poluida pode conter organismos patogênicos ou substâncias químicas capazes de causar doenças ao homem, sendo estas denominadas doenças de veiculação hídrica.

Sexta-feira, Novembro 25, 2011

O avanço das algas tóxicas


Contaminadas por dejetos industriais e agrícolas, elas poluem a água potável, causam doenças e matam os animais
Revista Veja

O preço que a China tem pago por seu acelerado crescimento econômico é tornar-se um dos países campeões de poluição. Como quase toda a energia que usa é produzida pela queima de combustíveis fósseis, o país abriga hoje dezesseis das vinte cidades mais poluídas do mundo.

Como se não bastasse a sujeira no ar, os chineses convivem com outra praga ecológica, a poluição das águas por algas tóxicas. Há vários anos as marés vermelhas, formadas por essas algas, ocupam vastas áreas do litoral chinês, reduzindo drasticamente a pesca e afugentando os turistas.

O pior estava por vir. Agora, as algas tóxicas têm alcançado lagos e reservatórios naturais que abastecem a população chinesa de água potável. Há cinco meses, a proliferação desses vegetais no Lago Tai, na província de Jiangsu, a 250 quilômetros de Xangai, causou pânico em 2 milhões de pessoas que ficaram sem água para beber.

Em julho, 100 mil habitantes de Changchun, no nordeste do país, também ficaram sem água depois que algas tóxicas foram detectadas no reservatório central da cidade. Moradores da província de Yunnan, próxima à fronteira com o Tibete, são forçados atualmente a buscar água em locais distantes porque aquela que abastece a região está contaminada.

As algas são, em geral, grandes aliadas do ambiente. Produzem oxigênio, absorvem dióxido de carbono (CO2) - o principal gás do efeito estufa - e formam a base da cadeia alimentar marinha.

Algumas espécies de alga são naturalmente tóxicas, mas, em condições normais, não chegam a afetar o ambiente em que vivem. Quando as águas em que repousam são envenenadas por dejetos industriais lançados por fábricas e fertilizantes químicos usados em plantações, porém, elas absorvem essas substâncias, podem se multiplicar muito rapidamente e se transformar numa ameaça.

É o que acontece hoje na China e em muitos outros países e regiões do planeta, com a ocupação humana cada vez mais intensa dos litorais e de áreas próximas ao leito dos rios. Nos seres humanos, o contato com as algas tóxicas pode causar enjôo, intoxicação e rachaduras na pele. Nos animais, provoca doenças e pode levar à morte.

Na Flórida e no Havaí, é comum encontrar tartarugas marinhas com tumores do tamanho de uma maçã em volta dos olhos, na boca e atrás das nadadeiras. Os tumores impedem as tartarugas de enxergar, comer e nadar. Os oceanógrafos atribuem o fenômeno a um tipo de alga tóxica que enfraquece o sistema imunológico dos animais marinhos.

Nos Estados Unidos, 400 mil peixes morreram desde o fim de junho na Baía de Chesapeake, numa área que vai de Nova York até o estado da Virgínia, devido à proliferação de um tipo de alga tóxica chamado karlodinium.

Essa alga se reproduz graças à combinação de altas temperaturas, escassez de chuvas e excesso de poluentes na água. "Nos últimos anos, o despejo de fertilizantes e restos industriais na baía tem crescido num ritmo sem precedente, favorecendo o surgimento dessas algas", diz Charles Poukish, chefe do Departamento do Meio Ambiente do estado americano de Maryland.

Nem mesmo os mamíferos estão a salvo dos efeitos das algas venenosas. Nos últimos dez anos, mais de 14¿mil focas, golfinhos e leões-marinhos apareceram mortos ou doentes nas praias da Califórnia.

Exames feitos por veterinários e biólogos marinhos mostraram que muitos deles foram envenenados por toxinas produzidas por algas ingeridas por peixes que lhes servem de alimento.

Sexta-feira, Novembro 18, 2011

PROLIFERAÇÃO DE ALGAS

LEIAM ISTO

Existe uma solução para o problema da água em Gov. Valadares

Proliferação de algas afeta abastecimento de água em Chapecó

Casan reduziu o tratamento de água no município, de 430 para 380 litros por segundo

Darci Debona
darci.debona@diario.com.br


Cerca de 50% da população de Chapecó está enfrentando problemas com o abastecimento de água nos últimos dias. Os locais mais atingidos são as partes altas dos bairros Esplanada, Jardim América, Bela Vista, Universitário, Passo dos Fortes e Vila Real.
Patrícia da Luz, moradora da Vila Real, está com um monte de roupas acumuladas para lavar.
— O problema começou há sete dias mas ficou mais grave desde sexta-feira — disse.
Antes a água durava até o final da manhã. Nesta segunda-feira, eram sete horas quando terminou a água. Às vezes não dá nem tempo de tomar banho. Sua mãe, Roseli Tormen, ficou acordada até a 1h para ver se conseguia acumular um pouco de água. Foi dormir com a torneira seca. Pela manhã, conseguiu acumular um pouco no tanque para lavar algumas roupas, de maior necessidade. Com a mesma água, tirou a poeira do chão da casa.
O superintendente regional de negócios da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) no Oeste, Paulo Christ, informou que houve uma redução no tratamento de água, de 430 litros por segundo para 380 litros por segundo. O motivo é que a falta de chuva e o excesso de luminosidade causaram a proliferação de algas denominadas filamentosas. Apesar do pequeno porte, que dificulta a visibilidade a olho nu, as algas em grande quantidade acabam entupindo os filtros da estação de tratamento.
Segundo um dos operadores da estação, Milton Pegoraro, a limpeza que era feita a cada 30 horas agora é feita a cada 10 horas. Para limpar cada um dos sete filtros são necessários 100 mil litros de água tratada. É água que deixa de ir para as torneiras da população. No entanto a Casan garante que a qualidade da água não está sendo afetada.
A Casan informou que está manobrando registro para distribuir de forma equilibrada a água, mas há dificuldade de abastecer as regiões mais altas. A alternativa no momento é economizar até que ocorra um chuva de grande porte, que faça transbordar a barragem do Engenho Braun, no Lajeado São José, que abastece a cidade. Isso diluiria a presença das algas.
Em fevereiro, choveu apenas 12 milímetros, segundo o observador meteorológico da Epagri, Francisco Schervinski. Está difícil atingir a média do mês, que é de 186 milímetros.
A falta de chuva e o excesso de luminosidade causaram a proliferação de algas denominadas filamentosas
Resumindo: Basta lavar os filtros mais vezes.

Aluízio Costa Rosa

http://vigiliambiental@blogspot.com

Terça-feira, Novembro 08, 2011

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

PIRACEMA 2011


COMERCIANTES DE PESCADO, PESCADORES ESPORTIVOS OU PROFISSIONAIS FIQUEM ATENTOS!

A partir do dia 1º de novembro o período de reprodução dos peixes, a Piracema, começa oficialmente no Brasil. Até o dia 28 de fevereiro de 2012 a pesca fica limitada pela Lei nº. 7.679 de 23 de novembro de 1988, a "lei da piracema", estabelecida anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), com a colaboração de órgãos, instituições e associações envolvidas com a pesca em cada bacia hidrográfica. Na Bacia Hidrográfica do Leste, no Estado de Minas Gerais, a pesca está regulamentada pela Portaria do IEF nº. 155 de 13 de outubro de 2011.
A Piracema tem como objetivo assegurar a proteção à reprodução natural das espécies de peixes nativos em fase de procriação.
Segundo a portaria mencionada, na Bacia Hidrográfica do Leste de Minas, serão permitidos ao pescador amador e profissional a captura e o transporte somente de espécies não nativas, ou seja, alóctones (invasoras), exóticas (estrangeiras), híbridos (que resultou do cruzamento entre peixes pertencentes a duas linhas puras com caracteres diferentes), com utilização de linha de mão ou vara, linha de anzol, caniço simples, com molinete ou carretilha, iscas naturais e artificiais providas ou não de garatéias, exceto pelo processo de lambada, com cota de 3 (três) kg mais um exemplar para a pesca profissional e amadora, por jornada de pesca. (Entende-se por jornada de pesca, período de tempo igual ou superior a 1 (um) dia, a que o pescador se dedicar à sua atividade, sendo vedada a acumulação diária do pescado no local da pesca, bem como a sua condução).
A mesma permissão é válida para quem pesca em reservatórios. Quem for pego com mais pescado do que o permitido será multado em, no mínimo, R$ 500 e mais R$ 15 para cada quilo a mais da cota.
As multas que podem ser aplicadas aos infratores pelo descumprimento da norma vão, desde um simples auto de advertência ao valor de R$ 50.000,00 (Cinqüenta Mil Reais), além da incidência por ato, apreensão do pescado e em casos de crime, condução do autor à Delegacia de Polícia.
Para garantir o que determina a Lei, a Oitava Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito (8ª Cia PM Ind MAT) sediada em Governador Valadares, responsável por fiscalizar 64 municípios do leste mineiro, nesse período, realiza diversas ações preventivas e educativas visando conscientizar a população e informar ao publico interessado, sobre as proibições e restrições do período defeso, principalmente as que referem a Portaria nº 155 de 13/10/2011 da Piracema.
Seguindo a mesma metodologia e dinâmica de trabalho dos anos anteriores, as ações educativas através de blitzes, palestras e orientações, contemplarão além dos pescadores amadores e profissionais, os comerciantes de pescados, os empreendedores do ramo de pesca, aquicultores e a comunidade em geral.

As PROIBIÇÕES para a pesca estão previstas nas seguintes áreas:

I - Nas lagoas marginais;

II - Até 1000 (um mil) metros rio acima (a montante) e rio abaixo (a jusante) das barragens de reservatórios de usinas hidrelétricas, cachoeiras e corredeiras.

III - Até 300 metros dos demais barramentos;

IV - A menos de 500m (quinhentos metros) do encontro (confluência) do rio principal com seus afluentes e das saídas de esgotos urbanos;

V - Nos cursos d'água, cuja lâmina d'água possua largura igual ou inferior a 20 metros, no momento da fiscalização;

VI - Em outros locais definidos pelo órgão ambiental estadual ou federal; e da captura do peixe nativo em qualquer quantidade.

Os empreendedores do ramo da pesca precisam estar devidamente cadastrados no Instituto Estadual de Floresta, sendo que os comerciantes de pescado, obrigatoriamente, deverão realizar a declaração de estoques até o segundo dia útil após o início do período defeso.

Para denúncias ou melhores informações sobre o período da Piracema na região Leste do Estado de Minas Gerais, entre em contato com a Polícia Militar de Meio Ambiente através do telefone (33) 3279-4250, e-mail institucional: 8ciaindmat@pmmg.mg.gov.br ou pelo fale conosco do portal eletrônico: www.pmmg.mg.gov.br/8ciamat .

Autor: Assessoria de Comunicação Organizacional da 8ª Cia PM Ind MAT

Sexta-feira, Setembro 02, 2011

Capixaba pagará taxa para usar
 água  do Rio Doce, no ES



Cobrança começa a valer em janeiro de 2012.


Comitê informa que valores serão revertidos para recuperar a bacia.

Do G1 ES

Os moradores dos municípios de Baixo Guandú, Colatina, Marilândia e Linhares, no Noroeste do Espírito Santo, passarão a receber cobranças pelo uso das águas do Rio Doce. Os primeiros boletos serão entregues em janeiro de 2012. De acordo com o Comitê Rio Guandu, o valor a ser pago pelos usuários ficará em torno de R$ 20 ao ano.
Segundo o comitê, a Lei das Águas prevê a cobrança. Os valores serão revertidos em investimentos para a recuperação da bacia hidrográfica. ''A cobrança será feita para que seja dado o devido valor à água. O rio sofre constantes escassez de água durante o percurso. Tem que haver conscientização entre os usuários. A cobrança será retroativa e visa estimular o uso racional do rio. Os produtores rurais pagaram cerca de R$20 ao ano e isso não irá prejudicar'', afirma a presidente do Comitê, Joseane Viola Coelho.
Os valores já foram estipulados pelo comitê. No primeiro ano, os preços serão R$ 0,018 (aproximadamente dois centavos) por cada mil litros retirados dos rios e R$ 0,10 por cada quilo de carga orgânica lançada. Será cobrado R$ 0,022 (aproximadamente dois centavos) por cada mil litros na transposição de água. ''A expectativa é que no primeiro ano sejam arrecadados R$ 18 milhões chegando até cerca de R$ 31 milhões no quarto ano'', completa Joseane.

Segunda-feira, Agosto 22, 2011

Agricultores de café da Chapada Diamantina usam técnicas orgânicas


Um grupo de produtores de café da Bahia aposta no sistema biodinâmico. Esses agricultores conseguem preços bem acima do mercado.

Do Globo Rural

Um grupo de produtores de café da Bahia que está apostando em uma técnica orgânica de cultivo: é o sistema biodinâmico. Esses agricultores conseguem preços bem acima do mercado por causa da alta qualidade dos grãos. Tudo é feito com muito respeito ao meio ambiente.
O clima da Chapada Diamantina é perfeito para o café. Encravada no coração da Bahia, boa parte de seus 31 mil quilômetros quadrados tem mais de 700 metros de altitude. O que deixa a temperatura amena, do jeito que a lavoura gosta. Hoje, o café ocupa perto de 45 mil hectares, pouco mais de 1% da área da Chapada.
A fazenda Terramater tem 90 hectares e fica no município de Ibicoara. O dono, o agrônomo Adeodato Menezes, planta café há quase 30 anos. No começo, a lavoura era tocada no sistema convencional, mas um tinha um detalhe que incomodava. “A monocultura é muito vulnerável, é um sistema que não tem equilíbrio biológico”.
Para fugir da monocultura, em 1998 Adeodato decidiu mudar o jeito de produzir e implantou o conceito da agricultura biodinâmica, que é uma modalidade de agricultura orgânica.
O filósofo e educador Rudolph Steiner acreditava que o homem e o universo devem viver em harmonia e criou conceitos que misturam ciência e espiritualidade. Mais do que uma técnica de produção, a biodinâmica é uma filosofia de trabalho e de vida.
Como na agricultura orgânica, a biodinâmica também não usa veneno nem adubo químico industrializado e busca sistemas de produção mais parecidos com o que acontece na natureza.
A maior parte da fazenda é destinada à preservação. Dos 90 hectares, apenas 22 vêm sendo usados pela família. Oito são de pasto e dez estão ocupados por roças temporárias, terreiro e outras construções. O cafezal tem pouco mais de quatro hectares e é todo sombreado por fruteiras e árvores nativas.
O sombreamento reduz a temperatura dentro da lavoura e ajuda a conservar a umidade do solo. Além disso, as folhas que caem no chão mantêm a terra coberta e viram matéria orgânica, o que contribui para a nutrição das plantas.
A diversidade pode render outros produtos que aumentam a renda da família. Na Terramater se produz uma grande variedade de frutas. Telma, esposa de Adeodato, transforma tudo em geleias orgânicas.
As ruas entre os cafeeiros também são usadas para a produção de outros alimentos, como o milho, por exemplo. Respeitando o conceito da biodiversidade, mato não é problema. “O mato tem uma função, ele identifica problemas, ele corrige problemas. A gente vê uma determinada planta e sabe que o solo está compactado”, explica Adeodato.
O mato deve ser manejado. De tempos em tempos, ele é roçado e fica sobre o solo, servindo de proteção.
Na agricultura biodinâmica, boa nutrição e equilíbrio são fundamentais para a saúde das plantas. Por isso, a adubação é caprichada, feita com composto orgânico, fosfatos e biofertilizantes naturais. Para ajudar no equilíbrio do processo, Steiner desenvolveu alguns produtos, chamados de preparados, que são usados em pequenas doses.
Um dos preparados é chamado de Chifre-Esterco. Depois de cheios com esterco, os chifres são colocados em um buraco e ficam enterrados por duas estações. Se entram no inverno, só saem na primavera.
Outro preparado, chamado Fladen, é feito com um buraco cavado no chão e forrado com madeira. Dentro se coloca esterco fresco e uma fonte de cálcio, que pode ser calcário ou casca de ovo.
Dentro da mistura são abertos cinco buraquinhos. Com um pouco de Fladen já pronto, se faz um bolinho onde serão alojadas as ervas recomendadas por Steiner. Em cada bolinho vai uma erva: mil folhas, camomila, urtiga, casca de carvalho e dente de leão.
Por último, vai o único preparado líquido: a valeriana. Apenas algumas gotas que são diluídas em água e agitadas ou dinamizadas por mais de meia hora. Só depois a solução é espalhada sobre o Fladen. Então o buraco é coberto.
Em mais ou menos seis meses, o Fladen está pronto. Ele é usado na produção do composto orgânico e também como adubo. Diluído em água pode ser pulverizado, ou distribuído junto com a irrigação.
É importante lembrar que na biodinâmica não tem receita pronta. Cada agricultor deve encontrar o melhor jeito de trabalhar, respeitando o lugar onde vive.

Quinta-feira, Junho 30, 2011

Brasil já tem cana-de-açúcar com padrão de qualidade ambiental.
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“O açúcar é onipresente em nossa vida – na mesa, nas bebidas e alimentos que ingerimos. A cana-de-açúcar também está cada vez mais presente nos tanques de gasolina. Este é o motivo pelo qual a Rede WWF trabalha com influentes líderes de mercado para fazer com que commodities chaves, como a cana-de-açúcar, sejam cultivadas de uma maneira que assegure o uso mais sustentável dos recursos naturais. Por meio de abordagem baseada no mercado, a Rede WWF continuará a trabalhar junto com a indústria para a adoção do padrão e assim ajudar a conservar habitat essenciais, que estão no cerne de nossa missão.”
A cana-de-açúcar é um dos cultivos mundiais que tem mais sede e sua produção pode ter grandes impactos globais sobre o abastecimento e a qualidade da água e os ecossistemas nos quais ela é produzida. As principais áreas de produção de cana-de-açúcar incluem regiões importantes para a biodiversidade mundial como, por exemplo, a Mata Atlântica e o Mekong (no Sudeste Asiático). A cana-de-açúcar é usada como açúcar de mesa e na produção de alimentos, bebidas adoçadas, ração animal, melaço de cana, bioeletricidade e biocombustíveis.
A primeira certificação de acordo com o padrão de sustentabilidade ambiental e social da Bonsucro é a da usina Raízen Maracaí, com uma produção de mais de 130 mil toneladas de açúcar e 63 mil metros cúbicos de etanol. O primeiro comprador do açúcar certificado foi a engarrafadora local da Coca Cola.
Bonsucro é uma iniciativa mundial por parte de múltiplas partes interessadas para reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar. Ela foi desenvolvida a partir de outro movimento mais antigo, a Iniciativa pela Melhor Açúcar-de-Cana, da Rede WWF. O padrão Bonsucro de melhor manejo da cana-de-açúcar identifica e trata dos principais impactos sociais e ambientais da produção de cana-de-açúcar em áreas como a adequação à legislação, impactos sobre a biodiversidade e os ecossistemas, direitos humanos, produção e processamento, estabelecendo indicadores de melhoria contínua.
“Como parte de nossos esforços para tornar sustentável a base do mercado mundial de açúcar, o foco da Rede WWF será, agora, trabalhar junto aos produtores para promover a certificação conforme o padrão Bonsucro, bem como trabalhar com os líderes da indústria e com seus principais compradores para que eles assumam o compromisso em relação a seus fornecedores”, disse Ogorzalek.
“O Brasil demonstrou ter grande liderança ao fazer ao fazer com que a indústria se aproxime de um modelo de negócio mais sustentável. A Rede WWF continua compromissada com o trabalho junto às partes interessadas nessa região para monitorar e continuar a aperfeiçoar os padrões, e garantir que eles resultem, efetivamente, na conservação do meio ambiente.”
"Considerando a demanda por água da lavoura de cana de açúcar, a certificação é um alento para o futuro mais sustentável do cultivo, para fazer frente às necessidades globais de biocombustíveis, que certamente irá alavancar o cultivo de cana", disse Samuel Barreto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF-Brasil. Além disso, segundo Barreto, o estimulo à participação é da cadeia produtiva é fundamental para estimular e promover boa governança nas bacias hidrográficas.
Para o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente, do WWF-Brasil, Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, trata-se de um avanço considerável para garantir a sustentabilidade ambiental futura da produção de açúcar e etanol.
“Para o Brasil, é a melhor maneira de aproveitar de forma racional e sustentável sua inequívoca liderança nestes segmentos", avaliou Cassio Moreira. Franco Moreira coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil.

Terça-feira, Junho 21, 2011

CHEGOU O INVERNO !
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Cuidando das doenças de inverno com sustentabilidade
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Por Brunna Mariel
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Com o inverno se aproximando, nossa saúde fica mais delicada devido ao ar seco e o frio que trazerem doenças. Por isso é sempre bom saber o que podemos fazer para nos mantermos saudáveis nesta época do ano e proteger nosso corpo das enfermidades da estação? E cuidar da saúde com sustentabilidade é ainda melhor.
Então conheça como ser saudável e sustentável.
A alimentação é uma ótima amiga, mas o essencial é o exercício físico. Vamos caminhar!
A caminhada é uma atividade sustentável, não gasta energia elétrica, quando realizada com responsabilidade não ultrapassa os limites do corpo, e dependendo de onde é praticada traz o convívio com a natureza no meio ambiente urbano.
Sim, a caminhada! Uma atividade simples que poderá lhe aquecer e trazer uma qualidade de vida melhor, além de fazer aquela preguiça que sempre temos no inverno ir embora. O quiropraxista Luiz Gomes Neto, que se dedica ao tratamento de problemas do sistema músculo-esquelético, afirma que a atividade física diminui o índice de sedentarismo e ativa o sistema metabológico, “A caminhada aumenta o nível de oxigênio no sangue, ativando o sistema cardiológico e respiratório, trazendo bem estar e evitando o sedentarismo e o metabolismo baixo”, afirma.
Porém, para caminhar existem algumas exigências básicas, a começar pelo alongamento tanto antes como depois, e para os iniciantes da atividade física, Luiz Gomes Neto indica uma caminhada de 20 a 30 minutos e com atenção à respiração correta.

Domingo, Junho 19, 2011

Sorgo sacarino pode reforçar produção de etanol no Brasil

O sorgo que alimentava o gado agora ganha a atenção dos pesquisadores.

Na entressafra da cana, a planta ampliaria período de produção das usinas.

Do Globo Rural

Quando se fala em sorgo, a primeira coisa que vem à cabeça é aquela planta que produz grãos e forragem para alimentar o gado. No entanto, nos últimos anos, com o mundo cada vez mais voraz por fontes de energia renováveis, um outro tipo de sorgo voltou a despertar a atenção dos pesquisadores, o sorgo sacarino que assim como a cana serve para fazer etanol.

O sorgo sacarino já foi assunto das primeiras reportagens do Globo Rural no começo da década de 1980. Na época, assim como a cana de açúcar, o sorgo sacarino fazia parte do Proálcool - o Programa Nacional do Álcool - lançado pelo governo em 1975 para tentar substituir parte dos combustíveis derivados do petróleo.

Não demorou muito e a cultura praticamente desapareceu. Os recursos para pesquisa minguaram e os resultados da época ficaram guardados nas prateleiras dos institutos. Agora, quase 30 anos depois, o sorgo sacarino está de volta.

A principal diferença entre o sacarino e os outros tipos de sorgo está numa parte da planta chamada colmo. Os colmos do sorgo sacarino, assim como os da cana, são cheios de caldo e açúcar. “Depois de passar os colmos na moenda podemos extrair caldos semelhantes ao da cana de açúcar para produção de etanol”, explica Rafael Parrella, agrônomo e pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.

Parrella trabalha hoje especificamente com melhoramento genético de sorgo sacarino. A maior parte de seus ensaios fica num campo experimental da instituição no município de Nova Porteirinha, próximo à Janaúba, no norte de Minas Gerais. Rafael testa o rendimento de 25 novas variedades da cultura. “Dessas, nós vamos selecionar as mais promissoras para lançar nos próximos anos”, diz.

O sorgo é uma gramínea tropical nativa de países africanos, da região do Sudão, Etiópia. Foi domesticado há mais de mil anos e é usado principalmente na produção de grãos e forragem para alimentação animal. Só o sorgo tipo sacarino tem o caldo açucarado que vira etanol. Da espécie sorghum bicolor, o sacarino também produz grãos e massa verde e pode chegar a três metros de altura.

O momento agora, segundo o doutor Rafael, é favorável para a pesquisa. No mundo, a demanda por fontes de energia renováveis, mais limpas, cresce a cada dia. Mas vale ressaltar que a ideia não é substituir as matérias-primas já consagradas.

“A cana é bastante produtiva e vai continuar expandindo, contudo existe uma entressafra na cana-de-açúcar onde não se tem matéria-prima para ser processada. É aí que o sorgo sacarino poderia se encaixar muito bem, ampliando o período de moagem das usinas, e sem ampliar área, porque poderia se utilizar áreas de canaviais em renovação, utilizando o sorgo sacarino”, explica o agrônomo.

Na região Centro-Sul, a colheita da cana vai de abril a novembro, dezembro. O sorgo plantado de setembro a novembro seria colhido justamente de janeiro a março, época de entressafra da cana. O plantio feito por sementes e a possibilidade de mecanização da lavoura usando os mesmos equipamentos da cana também são grandes vantagens da cultura.

O problema hoje é a falta de sementes de sorgo sacarino no mercado. A Embrapa chegou a lançar uma variedade no passado, a brs 506, mas não existe mais dela para vender e a instituição não quer relançá-la, prefere apostar nas variedades novas, mais produtivas, que o agrônomo Rafael Parrella está testando.

Para avaliar o rendimento das 25 novas variedades, funcionários da Embrapa colhem oito exemplares de cada uma delas. Os grãos são separados e tudo é identificado. Na sala de moagem, a equipe pesa a biomassa, massa verde total de cada feixe de sorgo. Depois, eles passam os oito exemplares de cada variedade na moenda e extraem o caldo. Registram o volume e o peso total do produto. Medem também o chamado "brix", o teor de açúcar presente no caldo.

“Estamos procurando um valor acima de 20 graus brix, que é o que em média a cana-de-açúcar apresenta na usina”, diz o agrônomo. Apresentar bons teores de açúcar é fundamental, mas outros fatores também influenciam. Uma boa variedade deve produzir bastante caldo e pra isso, tem que render no campo. Quanto mais toneladas de biomassa por hectare, melhor.

“A perspectiva é para que essas novas variedades de sorgo sacarino para a produção de etanol estejam disponíveis no mercado em 2012”, declara Parrella.

De acordo com a Embrapa, um hectare de sorgo, por enquanto, rende em média 50 toneladas de massa verde total, que dá cerca de 2500, três mil litros de etanol. Só para efeito de comparação, o rendimento médio do mesmo hectare de cana-de-açúcar na indústria hoje é de seis mil litros de etanol.

A Embrapa não encabeça sozinha as pesquisas envolvendo o sorgo sacarino. Empresas privadas também estão prestes a entrar nesse mercado. Uma multinacional, produtora de sementes, em parceria com grandes usinas, colheu este ano mais de 1.200 hectares do produto para testar na indústria o rendimento de sete híbridos desenvolvidos por ela.

“Não foi um teste que foi feito pra ser depois descartado, as usinas efetivamente colheram esse sorgo, levaram pras moendas e esse sorgo produziu etanol e que tá hoje na bomba abastecendo nossos carros por aí”, afirma José Carlos Carramate, dirigente da empresa.

Para a próxima safra, os planos são ainda mais ambiciosos. A empresa já fechou parceria com 12 usinas em sete estados brasileiros. “Estamos produzindo sementes suficientes para plantar algo em torno de 50 a 60 mil hectares de sorgo sacarino no próximo período das águas. Se eu tivesse semente para 120 usinas, eu teria demanda para isso”, declara Carramate.

O sorgo sacarino não deve ficar restrito às grandes usinas e aos grandes estados produtores de etanol. Em Jaguari, região centro-oeste do Rio Grande do Sul. O município sedia um campus do Instituto Federal Farroupilha que é um dos parceiros da Embrapa nos experimentos envolvendo sorgo sacarino.

No Rio Grande do Sul, eles estão testando numa escala um pouco maior as variedades que foram desenvolvidas lá em minas gerais pela Embrapa milho e sorgo. A ideia é ver como é que essas variedades se adaptam às condições de solo e clima do sul do país. Por enquanto, os resultados são promissores.

A bióloga Beatriz Emygdio, pesquisadora da Embrapa Clima Temperado que gerencia o trabalho no estado, explica que o clima ajudou, o manejo foi todo bem conduzido pelos agrônomos do instituto e a produtividade da lavoura surpreendeu.

“Os resultados são excelentes, nós estamos conseguindo, com essa unidade de observação, em torno de 90 toneladas por hectare de massa verde, que seria biomassa total, considerando folhas, colmos e sementes, isso é um resultado muito bom”, afirma a pesquisadora.

Beatriz Emygdio explica por que produzir sorgo sacarino no Rio Grande do Sul, um estado que nem consta na lista dos principais produtores de etanol. “O Rio Grande do Sul tem uma estrutura fundiária que predomina pequenos produtores, e o sorgo sacarino nessa ideia de produção de etanol em microdestilaria seria uma cultura perfeita dentro dessa proposta. O processo de colheita pode ser feito perfeitamente por uma ensiladeira, para fazer a extração de caldo do sorgo”, diz.

Todo o sorgo colhido é processado no instituto. Para testar o rendimento dele em etanol, a Embrapa também firmou uma parceria com um fabricante de microdestilarias da região, onde a moenda separa o caldo do bagaço. O caldo segue para a sala de fermentação e em 24 horas, leveduras transformam todos os açucares presentes em álcool.

O vapor da caldeira dentro das colunas de destilação separa o álcool do vinhoto, o resíduo que sobra desse processo todo e que também é usado como fertilizante. “Nós temos um rendimento excelente, em torno de 42 litros por tonelada de massa verde, isso vai dar em torno de três mil a quatro mil litros por hectare de etanol”, afirma.

Uma grande vantagem da cultura, sem dúvida nenhuma, é que ela - em pequena ou grande escala - pode ser processada pelos mesmos equipamentos que processam a cana, como explica o Denis Delavi, representante da empresa parceira da Embrapa que fabrica as microdestilarias. “Com seus próprios maquinários, sem nenhum investimento a mais ele consegue aumentar a capacidade de produção da sua destilaria”, diz.

Outra coisa boa do sorgo sacarino é que ele não serve só a fazer etanol. Todo o bagaço que sobra na moenda é fonte de nutrientes e alimento desejado pelo gado. “O gado adora esse material, é muito rico, sobra ainda muitos açúcares nesse bagaço, e o sorgo tem uma palatabilidade melhor, quando comparado com o bagaço de cana, o gado prefere o bagaço de sorgo sacarino, então isso garante a sustentabilidade do processo porque tudo pode ser aproveitado na propriedade”, analisa a bióloga Beatriz Emygdio.

Como a dificuldade para encontrar sementes do sacarino é muito grande, na região, hoje, praticamente só uma fazenda mantém produção independente desse sorgo, cerca de 40 hectares. O engenheiro Eduardo Mallmann, um dos donos da propriedade, se tornou um entusiasta da cultura.

O negócio principal é a produção de sementes de arroz, mas há três anos a fazenda decidiu diversificar seus investimentos. “Nós resolvemos entrar nesse negócio de etanol e iniciamos uma pesquisa através da internet de fontes alternativas de matérias-primas energéticas que pudessem suprir o abastecimento de usina de etanol”, conta.

Chegaram, então, ao sorgo sacarino. Conseguiram as primeiras sementes com a Embrapa e passaram a multiplicá-las na própria propriedade. “A tendência é a Embrapa Milho e Sorgo apresentar novas variedades com novos potenciais que vão solidificar essa cultura no cenário brasileiro”, comenta.

Hoje, grande parte da fazenda já é abastecida pelo etanol produzido pela miniusina que Eduardo e os sócios desenvolveram para vender. Nela, eles estão sempre em busca de equipamentos movidos a etanol: gerador de energia, tratores e máquinas agrícolas. Têm até um fogão a etanol, que aquece a água para fazer o tradicional chimarrão gaúcho. O etanol é armazenado num tanque e fica depositado embaixo das bocas e pode queimar por cerca de seis horas ininterruptas.

São muitas as possibilidades e se tratando de fontes de energias renováveis, o Brasil hoje tem posição de liderança no mundo. O Proálcool criado no país foi um dos primeiros programas de uso massivo e popular desse tipo de energia, mas parar de buscar novas alternativas pode significar perder o rumo da história.

O sorgo sacarino poderia ocupar pelo menos dois dos quatro meses em que as usinas costumam ficar paradas. Isso seria bom para elas, para o produto de cana e para o consumidor, que pode pagar menos pelo combustível na entressafra.

Sexta-feira, Junho 17, 2011

Brasil vai sofrer 'explosão' de focos de queimada em 2011, diz governo

Alta no desmatamento fomenta queimadas em áreas já devastadas.

Mato Grosso deverá ser uma das regiões mais afetadas por incêndios.

Eduardo Carvalho do Globo Natureza, em São Paulo

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que inicia em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. O Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização no Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. "É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas", complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.

Dados

Levantamento feito pelo Ibama no estado de Rondônia já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. De 1º de janeiro a 13 de junho de 2010, foram registrados 306 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2011 já são 338, principalmente nas margens de rodovias federais, o que dificulta o combate.

No Brasil, foram registrados no ano passado 133.149 focos de incêndio detectados por satélites, a maioria concentrada no Mato Grosso (35 mil), Tocantins (18 mil) e Pará (17 mil).

“Isso acontece quando há pouca chuva. Não foi recorde histórico, mas acredito que este ano o número será bem maior em virtude do alto desmatamento”, afirmou o coordenador do Prevfogo.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador de ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), áreas do estado do Amazonas também serão atingidas pelas queimadas, mas a partir de agosto.

"É a forma encontrada pelos agricultores para adicionar mais pH ao solo para a agropecuária. Sabemos que o avanço do desmatamento vai causar também o avanço nas queimadas, isto é fato”, disse o especialista.

O especialista afirma que grande parte dos animais e árvores não sobrevive aos incêndios ou simplesmente desaparece das áreas devido às poucas chances de regeneração. "Ainda estamos longe do pico dos incêndios e acredito que eles só vão aumentar ano após ano devido ao avanço na devastação das florestas", disse Fearnside.

Sexta-feira, Junho 10, 2011

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CINZAS DO VULCÃO CHILENO PUYEHUE QUE

ESTÃO CHEGANDO AO BRASIL SÃO BENÉFICAS

As erupções vulcânicas fascinam e assustam. Já arrasaram cidades, causaram tragédias de arrepiar. Mas, fertilizam o solo e esculpem o relevo. Mostram que a Terra é um planeta vivo.

Segundo a especialista no assunto Regina Célia Pereiras, cinzas são uma fonte de energia e fertilidade.Diante de todos os horrores causados pelos vulcões, torna-se difícil perceber que eles, como quase tudo no mundo, também têm o seu lado bom. Sem as erupções, que trouxeram das profundezas do solo gigantescas quantidades de gás carbônico, essencial à vida, a atmosfera não teria se formado, milhões de anos atrás. Ainda hoje, os gases expelidos pelos vulcões ajudam a proteger o planeta da radiação do Sol e a manter o calor na sua superfície.

Nem todos os fenômenos vulcânicos são destrutivos. Depois de uma erupção, o solo se torna mais fértil. As cinzas e a lava que saem das crateras trazem substâncias que servem como adubo. Na ilha de Java, na Indonésia, o solo vulcânico propiciou a formação de imensos arrozais, que alimentam uma população enorme. Do outro lado do mar está a ilha de Kalimantan (parte do Bornéu), com clima parecido, mas sem vulcões. O solo de Kalimantan é pobre e sua população, menor.

Os vulcões também ajudam a desenhar o mapa-múndi. O Havaí, por exemplo, está em constante crescimento, graças à lava expelida pelos seus numerosos vulcões. Boa parte das ilhas que você conhece não passam de vulcões aposentados. A Islândia é a parte visível de uma cordilheira vulcânica submarina. Lá existem mais de 200 vulcões, a maioria deles ativos.

“Outro ponto positivo dos vulcões é a energia que eles trazem de dentro da Terra”, afirma Marta Mantovani, geofísica da Universidade de São Paulo. Ela trabalhou em projetos de aproveitamento da energia geotérmica na Islândia e nas Filipinas. Lá, o calor de origem vulcânica é usado para o aquecimento de casas e a geração de eletricidade. Os vulcões produzem uma energia barata e inesgotável. A desvantagem é que, a qualquer momento, algum deles pode resolver despertar.

Segunda-feira, Junho 06, 2011

Secas e Queimadas no outono/inverno.

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-No Brasil é assim, termina o verão, com muita chuva, é o incio do tempo seco, já estamos acostumados com essa sazonalidade, com pequenas variações, é claro. A maior preocupação tem sido a Amazônia e as secas. No ano passado, ocorreu a maior seca na região nos últimos cem anos, é o que dizem os cientistas pesquisadores. Dois problemas explicam essa ocorrência;

O El Nino, no oceano Pacifico, resfriamento das águas oceânicas no hemisfério e o aquecimento das águas do Atlântico Norte. Essas ocorrências mudaram a direção dos ventos e tirou parcialmente a umidade que chegaria a Amazônia. Esse ocorrência proporcionou o atraso nas chuvas ou na distribuição irregular, prejudicou a agricultura, a pesca e o deslocamento das populações ribeirinhas que vivem nos igarapés e furos, pois os mesmos se deslocamentos nas suas pequenas embarcações (canoas) houve até falta de água em alguns deles, imobilizando as pessoas que necessitam se deslocar. Toda seca traz consequencias; fome, miséria, subnutrição, escassez de peixes (no caso da Amazônia) e migração para outros lugares, inter ou intra regional.
Combater a desertificação significa; conservar o solo, a água, a vegetação, conter o desmatamento, queimadas, uso de agrotóxicos e sensibilizar as comunidades rurais para o fenômeno da desertificação. Até mais. Paz e Bem!

Prof. Vilmar

Domingo, Maio 22, 2011

Depois de dois anos de debate,

Câmara aprova Código Florestal

Matéria vai ao Senado e já tem pontos que deverão ser modificados.

Após aprovação do texto-base, deputados analisam emendas ao projeto.

Robson Bonin e Andréia Sadi Do G1, em Brasília

-Depois de quase dois anos de discussões, a Câmara aprovou na noite desta terça (24), por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção, o texto-base do projeto do novo Código Florestal, legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais.

Acompanhe ao vivo a sessão da Câmara no vídeo ao lado

Com a aprovação do texto principal do relator Aldo Rebelo, os deputados começaram a analisar as emendas ao texto.

Entre as emendas, o principal motivo de divergência é a 164, uma emenda que estende aos estados a decisão sobre a consolidação das Áreas de Preservação Permanente (APPs). O governo é contra a emenda porque quer exclusividade para definir as atividades permitidas em APPs.

O PT e parte dos governistas são contrários, mas parte da base aliada na Câmara, comandada pelo líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), deve votar a favor da emenda.

No momento da votação da emenda, o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP) irá orientar pela rejeição. Já o líder do PMDB deve recomendar a aprovação.

Segundo Henrique Eduardo Alves, será nesse momento que a base deve aprovar a matéria, contra orientação do governo.

"[Cândido] Vaccarezza [líder do governo na Câmara] disse que vai encaminhar decisão contrária (à emenda), mas a posição do PMDB é esta. A democracia é assim. Vamos votar, senão vai parar tudo na Câmara de novo", disse mais cedo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.

A votação

Com a aprovação do texto-base, a matéria será enviada ao Senado, onde deverá sofrer modificações e será alvo de novos embates entre integrantes do governo, da base aliada na Casa e do movimento ambientalista.

Em uma sessão marcada por protestos de parlamentares ligados aos ambientalistas – que tentaram, sem sucesso, adiar a votação – e por manifestações de defensores do agronegócio, os deputados referendaram o texto elaborado pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No Senado, o relator da matéria será o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

O projeto do Código Florestal, entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas Áreas de Preservação Permanentes (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.

Depois de um longo período de negociações, o relator conseguiu garantir no texto dispositivo que isenta pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal em propriedades de até quatro módulos fiscais – um módulo pode variar de 40 hectares a 100 hectares.

Rebelo e os líderes partidários também conseguiram amarrar no texto a garantia de que atividades consolidadas em APPs, como o cultivo de maçã ou plantio de café, por exemplo, serão mantidas pelo governo. O impasse sobre a especificação de quais culturas poderão ser permitidas, no entanto, ainda deve ser resolvido no Senado.

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O artigo que trata da anistia para quem desmatou até julho de 2008, previsto no texto de Rebelo, também será discutido com os senadores. Da mesma forma, o governo também vai trabalhar no Senado para incluir no texto do Código Florestal punições mais rigorosas para quem reincidir em crimes ambientais.

O acordo firmado entre os líderes partidários e o governo sobre pequenos produtores em áreas de preservação permanentes também deverá ser inserido no texto pelos senadores.

Trata-se da proposta que deve garantir a atividade de ribeirinhos nas margens dos grandes rios. O governo concordou em exigir de pequenos produtores, com atividades consolidadas em propriedades nas APPs de margens de rios, a recomposição da vegetação de apenas 20% da total da terra para áreas de até quatro módulos fiscais.

Segunda-feira, Maio 16, 2011

Inversão Térmica

-Em condições normais, existe um gradiente de diminuição de temperatura do ar com o aumento da altitude (o ar é mais frio em lugares mais altos). Ao longo do dia, o ar frio tende a descer (por que é mais denso) e o ar quente tende a subir (pois é menos denso), criando correntes de convecção que renovam o ar junto ao solo. Em algumas ocasiões e locais (especialmente junto a encostas de montanhas ou em vales) ocorre uma inversão: uma camada de ar frio se interpõe entre duas camadas de ar quente, evitando que as correntes de convecção se formem.

Dessa forma, o ar junto ao solo fica estagnado e não sofre renovação. Se houver uma cidade nessa região, haverá acúmulo de poluentes no ar, em concentrações que podem levar a efeitos danosos. Um exemplo de cidade brasileira que sofre com a inversão térmica é São Paulo.

Poluição do Solo

Remoção da Cobertura Vegetal: A remoção da cobertura vegetal promove a exposição do solo às intempéries. A camada de húmus (terra rica em matéria orgânica em decomposição), que é mais ou menos fina, de acordo com a comunidade, é, então, facilmente removida - no processo chamado lixiviação. O solo fica, dessa forma, estéril, inviabilizando a renovação da vegetação removida. Isso fica extremamente evidente no caso da Amazônia, onde a camada de húmus não ultrapassa 3 cm de espessura e as chuvas são abundantes.

A ausência de vegetação acelera, ainda, o processo de erosão do solo. A chuva arrasta o solo desprotegido em direção ao leito dos rios, formando enormes crateras (as voçorocas) e levando ao assoreamento dos rios. Nas encostas, a situação pode provocar deslizamentos com graves conseqüências para o homem.

Aterros Sanitários:

O lixo urbano constitui um dos principais problemas ecológicos atuais. Na sua maioria, o lixo é composto por matérias orgânicas biodegradáveis, oriundas de restos de alimentos. Além disso, há substâncias não biodegradáveis presentes no lixo, como plásticos e vidros. O lixo atrai ratos, moscas e baratas. Muitos desses animais, especialmente os ratos e suas pulgas, são vetores (transmissores) de várias doenças, como a peste bubônica e a leptospirose. Outro inconveniente do lixo é o de sofrer um processo de liquefação quando decomposto, formando um caldo escuro e ácido, denominado chorume. Nos grandes lixões e aterros sanitários esse líquido se infiltra pelo solo, podendo atingir o lençol freático, contaminando lagos, rios ou mesmo ou mar. No Rio de Janeiro, os depósitos de lixo da Baixada Fluminense e do Caju lançam toneladas de chorume na baía de Guanabara.

Poluição por Substâncias Radioativas

Atualmente existe uma enorme preocupação com relação às substâncias radioativas. Além dos possíveis acidentes nucleares, o lixo radioativo constitui-se de um enorme problema. Muito frequentemente dejetos radioativos são acondicionados em containers e lançados no mar, em suas regiões mais profundas. Existe, porém, risco de vazamento de substâncias radioativas para o meio. A radiação é muito perigosa, como todos sabem, devido ao seu alto poder mutagênico. Além disso, a percepção da contaminação é difícil, uma vez que ela não tem cheiro, cor ou gosto.

Sexta-feira, Maio 13, 2011

POLUIÇÃO DO AR

-Intensisficação do Efeito Estufa: Alguns gases como o metano e o CO2 apresentam uma interessante propriedade: deixam a luz do sol penetrar na atmosfera, mas não deixam o calor ser disperso para o exterior da Terra.Causa: a principal causa do efeito estufa é a queima de combustíveis fósseis (como o carvão e o petróleo) e não a devastação das florestas tropicais, como muitas pessoas acreditam. Lembre que as florestas são ecossistemas em clímax, em que o consumo e a produção de CO2 se equivalem. No máximo, as queimadas, pela combustão de biomassa, podem elevar o lançamento de CO2 na atmosfera. Entretanto, a destruição de florestas tropicais pode acarretar graves alterações climáticas, já que o fenômeno de evapotranspiração regula o clima mundial.

Conseqüências: o aumento do teor de CO2 na atmosfera vem acarretando o aumento da temperatura da Terra. Uma das principais mudanças causadas por esse aumento é a mudança da flora característica de várias regiões do mundo (as plantas têm "preferências" climáticas). Um outro fenômeno, mais catastrófico, seria a elevação do nível do mar, devido ao derretimento das calotas polares. Existe uma vertente de biólogos que especula que a elevação do nível de CO2 poderia aumentar a taxa de fotossíntese mundial, talvez, até, aumentando a produtividade agrícola.

Destruição da Camada de Ozônio: Há cerca de 30 km de altitude se situa uma fina camada de gás ozônio (O3). Esta camada desempenha um papel importante ao atuar como um filtro que barra a entrada de radiação ultravioleta, a qual intensa atividade mutagênica. Os cloro-fluor-carbonos (CFCs), usados como refrigerantes (geladeiras e condicionadores de ar), expansores de isopor, etc., atuam destruindo a camada de ozônio, aumentando a penetração da radiação ultra-violeta.

Conseqüências: o aumento da incidência de radiação U.V. aumentaria a taxa de mutações nos seres vivos, atingindo especialmente o fitoplâncton. Para o homem, haveria aumento do índice de câncer (especialmente de pele) e de cataratas.

Chuva Ácida:

Nos gases produzidos por fábricas e motores (em especial quando há queima de carvão mineral) são liberados para a atmosfera óxidos de enxofre (SO2) os quais reagem com o vapor da água produzindo ácido sulfúrico (H2SO4), que é diluído na água da chuva e dando origem a uma chuva com pH muito ácido. A chuva ácida gera um desequilíbrio nos sais minerais dissolvidos nos solos rios e lagos levando a morte de árvores e outros organismos terrestres e aquáticos.

No Brasil, a mata atlântica é extremamente afetada pela chuva ácida, uma vez que muitos centros urbanos e industriais se localizam próximos ao litoral. Em Cubatão (São Paulo) vários programas de reflorestamento têm acontecido nos últimos anos, a fim de proteger as encostas cuja vegetação foi destruída.

Além desses efeitos, as indústrias químicas e os motores a explosão, lançam diariamente toneladas de gases tóxicos, metais pesados e outras substâncias no ar. Exemplos:

- chumbo: é assimilado pela respiração. Possui efeitos mutagênicos e atinge o sistema nervoso central.

- CO: o monóxido de carbono atua inutilizando a hemoglobina e diminuindo a capacidade de transporte de O2..

Segunda-feira, Maio 09, 2011


TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE:

Uma combinação sustentável


O lixo é um dos maiores problemas que preocupam hoje a sociedade, principalmente nos centros urbanos.

Foi pensando nisso que a cidade de Barcelona, na Espanha, desenvolveu e implantou um projeto sistematicamente tecnológico para absorver todo o lixo da área metropolitana através de centros de coleta, eliminando assim a sujeira nas ruas, o mau cheiro e consequentemente, ajudando a proteção do meio ambiente.

Terça-feira, Abril 12, 2011


Integração de lavoura, pecuária e floresta ganha espaço no Estado

Minas Gerais já conta com 442 Unidades Demonstrativas (UDs) de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). O sistema consiste em consorciar diferentes sistemas produtivos de grãos numa mesma área onde também se explora a pecuária e o cultivo de arbóreos, principalmente eucalipto. As UDs foram implantadas entre 2008 e 2010 e fazem parte de um programa coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG).

Em sua forma original, a proposta de integração contava apenas com a produção de grãos e pecuária bovina (leite e corte). “Ao incluir a proposta de ILPF em suas políticas de desenvolvimento da agropecuária, a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais agregou a produção de florestas”, destaca o superintendente de Desenvolvimento Rural Sustentável, Guilherme de Oliveira Mendes. O objetivo, ele diz, “é intensificar a produção agrícola com sustentabilidade e criar novas alternativas de renda para o produtor”.

As unidades demonstrativas são utilizadas como vitrines tecnológicas para pesquisadores, extensionistas e agricultores conhecerem e acompanharem a evolução do sistema de ILPF em uma propriedade. As UDs estão implantadas em propriedades rurais de todas as regiões de Minas Gerais. O investimento do Estado com a compra e distribuição de mudas e adubo foi de R$ 1,9 milhão.

Recuperação de pastagem

“O sistema de ILPF é indicado principalmente para regiões onde há pastagens degradadas”, acrescenta o coordenador estadual da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater), José Alberto de Ávila Pires. As pastagens representam 43,1% da área total do Estado, somando aproximadamente 25 milhões de hectares. “Estima-se que 50% dessas pastagens apresentem algum grau de degradação, algo entre 12 e 13 milhões de hectares”, diz o coordenador.

Ávila Pires e Guilherme Mendes ressaltam a importância da integração como alternativa para a recuperação dessas áreas de pastagem degradadas como consequência do uso intensivo da terra. Eles dizem que o cultivo de diversas espécies vegetais e a criação de bovinos de forma integrada possibilitam maior produção por área com sustentabilidade, porque ocorrem a renovação do solo e o aproveitamento de adubação residual de lavouras.

Crédito para ILPF

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais vai reforçar a orientação aos produtores rurais para que recorram ao crédito destinado à implantação e manutenção do sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) no Estado.

De acordo com o Guilherme Mendes, uma das tarefas dos técnicos da Emater é prestar assistência técnica aos agricultores interessados em buscar financiamento para seus projetos. Além disso, os produtores podem obter informações sobre as instituições de crédito que dispõem de linhas específicas para o sistema ILPF. “Os extensionistas também acompanham todos os passos para a aprovação dos financiamentos”, acrescenta o superintendente.

No caso da agricultura familiar, às vezes os gastos com a implantação da ILPF não atingem R$ 4 mil por hectare. “Esta cifra é alta para o produtor, mas ele pode recorrer ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)”, explica Guilherme de Oliveira Mendes.

Já os produtores não contemplados pelo Pronaf e que pretendam desenvolver o sistema de ILPF poderão recorrer ao Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável (Produsa), uma linha de crédito rural criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o superintendente, há também o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, que oferece recursos a agricultores e cooperativas com limite de financiamento de R$ 1 milhão e prazo de pagamento de 12 anos.

O Programa Estadual de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta também tem a participação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que coordena e executa ações ao lado da Emater. Também são parceiros do programa a Embrapa, Universidade Federal de Viçosa (UFV), empresas privadas e produtores rurais.

Terça-feira, Abril 05, 2011

Aluízio Costa Rosa

O que fazer com plantas no outono

- Sempre pensamos no outono como a estação em que os jardins se tornam inativos e as árvores começam gradualmente a perder suas amarelecidas folhas. Uma imagem clássica, muito comum em países europeus, mas difícil de ser presenciada no Brasil. Graças ao nosso clima praticamente tropical, as estações não se apresentam bem definidas, Principalmente o outono - que vai de 21 de março a 21 de junho quando é possível se ver ricas florações de plantas como a camélia, a bela-emília, o gerânio, o antúrio, as dálias e muitas outras que escolhem esta época de poucas chuvas e dias frescos para desabrochar. Apesar disto, este período passou a ser considerado pelos floricultores como ideal para recuperar plantas cansadas dos excessos de verão, fazer podas e enxertias. Além de ser o momento certo de preparar o solo onde serão plantadas as novas sementes e mudas que irão florescer na primavera.

As primeiras providências

Em primeiro lugar, é necessário revolver a terra do jardim, arrancando plantas mortas e ervas daninhas. Em seguida, faça uma boa adubação com esterco de curral curtido ou fertilizante NPK (10-10-10). No caso de haver bulbos ou tubérculos (batatas) enterrados, retire-os e pulverize-os com fungicida antes de guardá-los num local seco, onde ficarão até o plantio. Anêmonas, junquilhos, lírios e ranúnculos, por exemplo, são plantados em setembro. Só depois de bem preparado o terreno, você poderá plantar biri, copo-de-leite, ervilha-de-cheiro, esporinhas, onze-horas, primaveras, resedá ou margarida. Também aproveite para cuidar da enxertia das roseiras, que deve ser feita, de preferência, nos dias nublados e frescos, mas não muito secos. Dentre as plantas que florescem neste período estão a capuchinha, zínia, aIstroeméria, estrelítzia, e árvores como cássía multijuga, paineiras, quaresmeira e castanha-de-macaco.

É hora de semear algumas espécies

Em algumas regiões, geralmente no sul do país, algumas árvores até chegam a perder algumas folhas amarelecidas. Mas em outros locais, mais ao norte, podem-se perfeitamente ver espécies como a acácia-mimosa, o mangalô e a cássia macranthera cobertos de flores. Os canteiros ficam repletos de flox-perene, anêmona-do-japão, mil-folhas e tritomas. É a época certa de você semear açafates, amor-perfeito, boca-de-leão, cravos, assembléias, miosótis, sempre-vivas e goivos. Paralelamente, faça o plantio de estacas de algumas coníferas como junípero, pinheiros e críptoméria japônica. E, no final do mês, cuide da poda das roseiras que irão florescer no inverno, e transplante aquelas que costumam florir na primavera.

Um período de descanso

O inverno já está bem próximo e as atividades do jardim diminuem um pouco. Apesar de ainda ser tempo de plantar alfaneiro, colombinas, íris, jasmim-do-cabo (gardênia), roseiras e monsenhores. As espécies que desabrocham este mês são as prímulas, angélica, violeta-cheirosa e viola cornuta, além de árvores como louro-pardo, flor-de-papagaio e guarabu-cebola.

Neste período, as chuvas costumam ser ainda mais escassas, fazendo com que as pragas ataquem vorazmente as plantas. Por isso, faça vistorias freqüentes para detectá-las a tempo. No final do outono muitas plantas já entram em seu "descanso de inverno". É preciso podar as árvores, os arbustos e as hortênsias. Aproveite os galhos cortados para fazer novas estacas.

Esta poda, além de eliminar galhos, folhas e flores secos, serve para dar uma forma mais harmoniosa à planta. Faça também um bom corte nas cercas-vivas. As flores deste mês são a azaléia índica, a euphorbia fulgens, o jequitibá-de-manta e o ipê-roxo.

Fonte de pesquisa: Revista Casa Claudia

Domingo, Março 20, 2011

História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.