sexta-feira, setembro 25, 2015

EUA e China anunciam avanços para reduzir gases de efeito estufa

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Em visita aos EUA, o dirigente chinês, Xi Jinping, anunciou, ao lado do presidente Barack Obama, novos avanços na cooperação em ações contra a mudança climática.
Segundo declaração conjunta divulgada pela Casa Branca, a China se comprometeu a implementar até 2017 um mercado nacional de cotas de gás carbônico e assim impulsionar a redução nas emissões de gas de efeito estufa.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, elogiou o anúncio dos dois dirigentes, "que enviará uma mensagem forte ao resto do mundo".
O ambicioso programa chinês para limitar a emissão de gases de efeito estufa é um passo promissor para o país que mais polui no mundo.
O programa seguirá o princípio conhecido como "cap and trade", baseado em um teto para as emissões e a comercialização de cotas para as empresas.
As medidas anunciadas dão seguimento ao anúncio feito em 2014, em Pequim, no encontro entre Xi e Obama. Nele, as duas maiores economias e do mundo –e as que mais poluem– se comprometeram a reduzir suas emissões.
O acordo deu fôlego às negociações sobre o clima e renovou a esperança de que um plano ambicioso seja alcançado na conferência de Paris, em dezembro.
Segundo o jornal "The New York Times" e a agência Bloomberg, o programa também incluirá um compromisso financeiro substancial de Pequim para ajudar países pobres a diminuir o consumo de combustíveis fósseis.
As fontes ouvidas pela agência não especificaram o tamanho da ajuda que será anunciada pela China.
No ano passado, Obama prometeu financiamento de US$ 3 bilhões para o Fundo Verde da ONU. A ajuda financeira é considerada crucial para que países em
desenvolvimento se afastem dos combustíveis fósseis, baratos e mais poluentes.
Há três anos a China implementa programas-piloto de "cap and trade" em pequena escala.
O sistema é baseado no princípios de estabelecer um teto (cap) para a poluição emitida anualmente, enquanto empresas podem comercializar (trade) permissões para poluir.
A ideia é reduzir as emissões aumentando o seu preço para as indústrias. 

domingo, setembro 20, 2015

Brasil propõe redução de 40% no uso de gases que destroem a camada de ozônio

  • 16/09/2015 18h13
  • Brasília
Maiana Diniz - Repórter da Agência Brasil
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, entre 2012 e 2015 o Brasil reduziu em 16,6% o uso de substâncias com potencial de destruir o ozônio Jorge Cardoso/MMA
Hoje (16) é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio e o Brasil tem motivos para comemorar. Entre 2012 e 2015, o país reduziu em 16,6% o uso de substâncias com potencial de destruir o ozônio, segundo o Ministério do Meio Ambiente. O resultado supera a meta de 10% de redução prevista pelo Protocolo de Montreal para países em desenvolvimento.
A nova meta brasileira, para 2020, é eliminar em 40% o uso de matérias-primas danosas à camada de ozônio, com a mudança das tecnologias usadas por setores industriais, em especial os de espumas de poliuretano e refrigeração.
O Protocolo de Montreal é um compromisso firmado por 197 países para proteger a camada de gás ozônio que circunda o planeta e filtra os raios solares UVB, prejudiciais à saúde. Até agora, 48 países desenvolvidos e 148 em desenvolvimento têm metas para que a humanidade elimine o uso de produtos químicos que danificam essa camada protetora, entre eles o Halon, Tetracloreto de Carbono (CTC), Hidroclorofluorcabono (HCFC), Clorofluorcarbono (CFC) e Brometo de Metila, substâncias inimigas da camada de ozônio.
Metas
Um dos instrumentos do acordo é um Fundo Multilateral custeado por países ricos para financiar os programas propostos pelos países em desenvolvimento. Entre 2012 e 2015, o Brasil recebeu US$ 19,5 milhões para alcançar a meta da primeira etapa. Pela proposta atual, o país quer US$ 40 milhões até 2020. O resultado da negociação será divulgado em novembro.
“O protocolo é reconhecido como bem-sucedido porque todos os países estão realmente envolvidos, cada um cumprindo a sua parte. Todos têm metas a cumprir e os países em desenvolvimento recebem apoio financeiro e científico para alcançar as metas, além do setor produtivo ser engajado e ouvido”, informou a gerente da Secretaria de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice.
As metas brasileiras são desenvolvidas e coordenados pelo ministério e cabe ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) executar os projetos no país, auxiliando o setor produtivo. Na manhã desta quarta feira (16), em Brasília, 21 empresas brasileiras foram certificadas pelo ministério por eliminar completamente o uso do HCFC do tipo 141B na fabricação de espumas de poliuretano.
Nos últimos três anos, a estratégia brasileira para cumprir a meta teve como foco a conversão do uso de 220,3 toneladas de gases HCFC por outras alternativas mais sustentáveis. O país deixou de usar 168,8 toneladas do gás HCFC141B no setor de espumas e 51,5 toneladas de HCFC22 no setor de refrigeração.
“O HCFC141B era usado como agente de expansão para produção de espumas. Nos últimos anos, esse gás passou a ser substituído por outras substâncias com o mesmo papel de expansão, mas que não fazem mal ao meio ambiente”, esclareceu Ana Paula Leal, especialista em espumas de poliuretano do PNUD, responsável por auxiliar as empresas brasileiras na conversão tecnológica.
Até 2020, o ministério planeja finalizar a conversão tecnológica do setor de espumas e iniciar a conversão de parte do setor de refrigeração comercial e de ar condicionados. Os setores que usam esses gases danosos receberão apoio tecnológico e financeiro para buscar alternativas e manter a competição quando a produção de químicos inimigos do ozônio for banida, em 2040. Esses químicos não são produzidos no país. Atualmente, a importação dessas substâncias é controlada pelo Ibama e precisa de licença.
A camada de ozônio
O ozônio é um gás composto por três átomos de oxigênio que se concentra a uma altitude de 20 e 35 km e forma uma camada protetora em volta da Terra, a camada de ozônio. O gás é o único da atmosfera terrestre que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B).
O especialista colombiano Miguel Quintero, consultor das Nações Unidas sobre o tema, afirmou que a exposição dos seres humanos a esses raios UV-B está associada ao desenvolvimento do câncer de pele, riscos de danos à visão, envelhecimento precoce e supressão do sistema imunológico.
Segundo ele, na década de 70 cientistas descobriram que a camada de ozônio estava sofrendo com os efeitos da poluição causada pela industrialização mundial e que havia um “buraco”, uma área com quantidade muito baixa de ozônio, sobre a Antártica. O processo de diminuição da concentração de ozônio vem sendo acompanhado em todo o mundo desde o início da década de 1980.
De acordo com Quintero, a expectativa dos especialistas que dão suporte científico ao Protocolo é que a concentração de ozônio na estratosfera retorne aos mesmos níveis de 1980 em 2050. “Em 2030, o Protocolo haverá prevenido 2 milhões de caso de câncer de pele por ano”, concluiu o especialista.

sábado, setembro 19, 2015

Semana da preservação

NESTA SEGUNDA-FEIRA É CELEBRADO O DIA DA ÁRVORE. PARA CONSCIENTIZAR A POPULAÇÃO SOBRE A NECESSIDADE DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, ACONTECERÃO VÁRIAS ATIVIDADES NA CIDADE
FOTO: Antônio Cota
ATIVIDADES DURANTE a semana terão como objetivo conscientizar a população sobre a necessidade de preservação ambiental
GOVERNADOR VALADARES -
Comemorado nesta segunda-feira, 21 de setembro, o Dia da Árvore visa conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da natureza e incentivar a população a combater o desmatamento. No Brasil, a data foi definida para marcar o início da primavera, que começa na próxima quarta-feira (23). Em função da data, o Parque Municipal de Governador Valadares juntamente com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (Sema) e órgãos ligados ao meio ambiente realizarão durante toda esta semana atividades voltadas à preservação. As ações começam amanhã e vão até o próximo domingo (27).
Na segunda-feira haverá blitz educativa no centro da cidade e na região da Ibituruna. No decorrer da semana, diversas escolas e instituições comparecerão ao Parque para desenvolver atividades que vão desde oficinas ligadas às questões ambientais até desfiles com roupas de materiais recicláveis.
Muitas instituições que trabalham em favor do meio ambiente também abraçaram a causa. Entre os parceiros estão: a Associação dos Pescadores e Amigos do Rio Doce (Apard), a Fundação Municipal de Parques e Áreas Verdes de Contagem (Conparq), o Corpo de Bombeiros, o Centro de Referência da Assistência Social (Cras), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Rio Doce (IDS-Rio Doce), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Faculdade Pitágoras, a Polícia Ambiental, o Tiro de Guerra, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV), a Universidade Vale do Rio Doce (Univale) e a Vigilância Ambiental.
Por meio do Instituto Estadual de Florestas (IEF), as crianças também terão a oportunidade de plantar mudas de espécies nativas da mata atlântica no terreno do Parque. E através do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Rio Doce (IDS-Rio Doce), jovens e adolescentes poderão realizar plantios. De acordo com a diretora de Unidades de Conservação do Parque Natural, Edna Maria da Silva, durante a semana os plantios serão simbólicos. “Nós iremos plantar pouca quantidade, uma média de 60 plantas. Isso faz parte de um trabalho de recuperação da vegetação florestal que tinha aqui no Parque, e aproveitando essas datas comemorativas vamos realizar esse trabalho, que é uma forma de incentivarmos a recuperação florestal, o cuidado com a natureza, pois sem ela é impossível a nossa sobrevivência.”
Para quem deseja participar das ações, o Parque Municipal, situado na estrada que liga Governador Valadares ao distrito de Derribadinha, no bairro Elvamar, estará aberto das 8h às 17h. Confira outras ações na edição impressa deste domingo.



Leia mais em: http://www.drd.com.br/news.asp?id=50089800083820410000#ixzz3mEbAPTrC

segunda-feira, agosto 03, 2015

Oito exemplos de águas de rios que foram limpos mundo afora e como poderíamos chegar lá

Baía da Guanabara
Alguma coisa está bastante fora da ordem quando eu vejo nas principais páginas de meio ambiente de sites pelo mundo, a (mesma) foto do corpo destroçado de uma boneca, de cabeça virada para o lado, mergulhado numa água imunda, cheia de lixo. Aquelas são as águas da Baía de Guanabara, informam-me as legendas. Não me espanto, porque conheço bem o problema da poluição nesse lugar. Mas fico me perguntando em que paradoxo, dos muitos da nossa era, se encaixariam esta triste cena  e a imagem ufanista do Rio como cidade maravilhosa que conseguiu ganhar, em 2009, as eleições do Comitê Olímpico Internacional (COI) para sediar o evento aqui no ano que vem?

Falei sobre meu desconforto a amigos. Afinal, como só agora, seis anos depois, descobriram que os atletas terão que nadar entre fezes, carcaças de animais mortos e lixo variado e  que isso, é claro, vai trazer problemas para a saúde deles? A questão é que havia um compromisso de acabar com o problema, não cumprido, recordam-me alguns. E alguém achava que seria cumprido?, esbravejo, irritada que ando com tanta superficialidade nas promessas de autoridades. Instigam-me a pesquisar mais sobre o assunto para escrever aqui no blog, e me lancei à tarefa. Afinal, jornalista que tenta manter sempre atualizados os assuntos ligados à sustentabilidade não pode deixar essa notícia de lado.

Primeiro, busco boas notícias. Se os atletas olímpicos tivessem que concorrer em territórios diferentes, estariam mais seguros contra o risco de contrair hepatite, giardíase, amebíase, esquistossomose e outras doenças mais? Segundo uma reportagem de 2013 publicada no site EcoDesenvolvimento, atualmente os 500 maiores rios do planeta enfrentam problemas com poluição, dado colhido na Comissão Mundial de Águas. Mas há oito exemplos que foram elencados  porque conseguiram livrar desse mal as populações das cidades do entorno. Vamos a eles.

Paris já foi banhada por um rio em estado lastimável, mas isso na década de 20 do século passado. A partir de 1960 os franceses, incomodados com a situação, passaram a exigir de seus governantes estações de tratamento de esgoto, e a meta é que este ano o Sena esteja 100% despoluído. Há um incentivo em dinheiro para os agricultores que vivem às margens não sujarem as águas, mais ou menos como é a proposta do projeto que pretende pagar aos moradores da floresta para deixá-la em pé. Em tempo: consultei, via email, uma amiga que mora em Paris e ela me disse que a meta de o Sena estar totalmente limpo ainda não foi alcançada.

Rio Tâmisa, em Londres, também não era motivo de orgulho para os londrinos no século XIX , mas este problema parece já estar longe de preocupá-los. Há duas mega estações de tratamento de esgoto e dois barcos percorrem o rio diariamente retirando toneladas de lixo por dia. Em Lisboa, foram investidos 800 milhões de euros para a revitalização do Tejo, o maior rio da Europa Ocidental. Em 2000 foi criada a Reserva Nacional do Estuário do Tejo que, junto a outras iniciativas, contribuem para manter o rio limpo. Hoje tem até golfinhos nadando em suas águas.

Em Seul, na Coreia do Sul, o que salvou o rio de pouco mais de 5 quilômetros que corta a cidade foi a implosão de um grande viaduto, um projeto de nova política de transporte público e a ampliação de parques verdes. Foram apenas quatro anos para revitalizar completamente o Rio Cheonggyecheon. Já outro rio na mesma cidade, o Han, que tem papel fundamental para o desenvolvimento da região, está passando pelo mesmo processo.

Às margens do Rio Reno, que tem 1,3 mil quilômetros e banha seis países europeus, durante muitos anos foram jogados dejetos industriais, o que o levou a ser apelidado, na década de 70, como “a cloaca a céu aberto da Europa”. Depois de um grande vazamento de detritos em 1986 os governos resolveram se mexer e hoje 95% do esgoto  das empresas são tratados e já há 63 espécies de peixes vivendo em suas águas. EmCleveland, nos Estados Unidos, também devido à maciça atividade industrial, aliado ao lançamento de esgoto doméstico, o rio Cuyahoga era bastante poluído. Um Ato de Água Limpa foi assinado nos anos 70, mais de 3,5 bilhões de dólares foram investidos e hoje seus 160km de extensão são lar e fonte de sustento de diversos animais.

Os canais de Copenhague, capital da Dinamarca, encerram essa lista. Já foram muito poluídos, mas quando a cidade decidiu se tornar neutra em carbono até 2025,  começou a mudar este cenário. Reconstruíram as galerias pluviais, estabeleceram reservatórios de água em pontos estratégicos da cidade para armazenar água da chuva e o encanamento de esgotos foi melhorado. O lixo passou a ser incinerado. É bom que se diga: Copenhague é uma cidade que hoje vive focada em baixar as emissões e tem feito o dever de casa. Estive lá em 2011 e entrevistei a secretária de meio ambiente, Charlotte Korsgaard (leia aqui) . Naquela época, 37% dos moradores já andavam de bicicleta e a meta é chegar a 2025 com 50%.

Bem, acabam-se aí as boas notícias. O que nos interessa, voltando à trágica foto da bonequinha mergulhada em águas fétidas, é saber o que poderia ser feito para que esta cena servisse para que aqui no Rio a população, os governantes, os empresários, enfim... todo mundo junto decidisse que, mesmo que não fosse para evento algum, a Baía da Guanabara será, finalmente, limpa, porque os cidadãos cariocas merecem. Ter informação é básico para se engajar , dizem estudiosos do movimento social. Em recente lançamento de pesquisa sobre as obras que estão sendo feitas para as Olimpíadas, constatou-se que, justamente, informação é o que mais falta à Prefeitura nesse quesito (leia aqui).

No livro “A cidade no Século XXI” (Ed. Consequencia), o autor Álvaro Ferreira, crítico do fenômeno que ele chama de “cidades vendáveis” e de administradores que se tornaram “empreendedores”, diz que  é cada vez mais “necessária a criação de formas de participação, por parte dos cidadãos, nas decisões de produção do espaço da cidade”. Para ele, “participar significa desejo de intervir, significa ter um sentimento de pertencimento a um grupo social, à cidade, e vontade de transformar o estado de coisas atual”.

Os bons exemplos que selecionei estão, não por acaso, em países ricos. Pesquisei como está a situação dos rios das nações dos Brics (termo criado por Jim O’Neill, diretor do Goldman Sachs, para os países emergentes com potencial de expansão), que têm na falta de recursos um grande álibi para o desleixo com suas águas. O resultado da minha pesquisa não deve surpreender ninguém.

Na China, o Yang Tsé tem sido vítima de águas residuais que contém antibióticos, entre outras fontes de poluição (leia aqui). O Rio Ganges, na Índia, recebe mais de dois terços do esgoto gerado em 118 cidades localizadas ao longo de sua bacia, segundo um relatório recente (leia aqui) . De acordo com o Greenpeace Rússia, os poluentes nas águas do Rio Moscow têm violado os limites de segurança e, em grande parte, são lançados pelas indústrias locais (veja aqui).

Só para aumentar a quantidade de informações, no site do Comitê Olímpico a notícia é de que para cuidar do planejamento e da operação dos jogos há um orçamento de R$ 7 bilhões. Mas este dinheiro não é para realizar obra alguma.

Penso que a maior reflexão que se pode obter quando se começa a pesquisar a questão é que há um explicável – devido aos apelos do mercado – foco do prefeito em alavancar a cidade para além das fronteiras. Com isso, ganham aqueles que conseguem um emprego – mesmo que transitório – e, em tese, ganharia também a cidade com obras que deixariam a vida dos cariocas mais saudável e confortável. Eu disse, em tese...

Crédito da foto: Matthew Stockman/Getty Images

Técnicos do Idene são capacitados para garantir efetividade nos sistemas de barraginhas



O objetivo principal das barraginhas é permitir que os pequenos agricultores da região possam matar a sede dos seus animais, amenizando os efeitos da estiagem
O programa Água para Todos retoma as obras dos sistemas de barraginhas. Em São João da Ponte, Norte de Minas, técnicos dos escritórios regionais de Janaúba, Januária e Salinas participaram de capacitação com o objetivo de apresentar e nivelar as informações sobre funcionamento, execução e fiscalização da tecnologia que visa a amenizar a convivência com a seca nas regiões de semiárido.
Durante o treinamento foram passadas diretrizes para a realização das fiscalizações durante a implantação das barraginhas, bem como para o atendimento junto à população local e aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). Esta iniciativa garantirá o bom andamento de todas as etapas durante a execução das obras.
As atividades foram realizadas em duas etapas: a primeira foi uma conversa técnica e a segunda foi feita em campo com visita a um sistema (composto por um tanque lonado, uma cacimba, 10 barraginhas e um projeto produto - Pais).
O objetivo principal das barraginhas é permitir que os pequenos agricultores da região possam matar a sede dos seus animais, amenizando os efeitos da estiagem que podem resultar na morte de rebanhos inteiros, além da irrigação de pequenos cultivos no período de seca. O custo do sistema de barraginhas é de R$ 10 mil e atende uma família.
O programa
O Água para Todos visa à universalização do acesso à água para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar em áreas rurais. Os investimentos globais previstos para o Norte e Nordeste de Minas Gerais, por meio do Sistema Sedinor/Idene, somam R$ 550 milhões, sendo R$ 400 milhões especificamente do programa e R$ 150 milhões do PAC 2.
Até o momento foram investidos R$ 140 milhões, aproximadamente, em várias tecnologias: cisternas de polietileno, cisternas de placas para consumo humano, cisternas de placas para produção agrícola, barreiros, pequenas barragens e sistemas de abastecimento de água. A iniciativa conta com a parceria do governo federal.
O Programa beneficiará um total de 184 municípios dos vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas. Atualmente, o número de beneficiários já chega a 137,5 mil pessoas. Ao final de todas as intervenções previstas, serão 521,6 mil pessoas contempladas.

segunda-feira, julho 27, 2015

Plano estadual vai monitorar a poluição veicular nos municípios mineiros

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Minas Gerais já começa a colocar em prática o Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV). Lançado em junho deste ano, durante a Semana do Meio Ambiente, o plano vai trabalhar, prioritariamente, com os 11 municípios mineiros que possuem mais 100 mil veículos: Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Juiz de fora, Contagem, Montes Claros, Betim, Divinópolis, Governador Valadares, Sete Lagoas e Ipatinga. 

A implantação do plano ainda está na fase inicial e, nesta primeira etapa, a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) vai orientar os municípios a aplicarem a metodologia escolhida para gerir a qualidade do ar. Junto com a Associação Mineira de Municípios (AMM), a Feam vai organizar encontros técnicos para explicar como funciona a metodologia de controle da poluição veicular. 

“Temos vários modelos matemáticos que podemos usar. Mas, vamos padronizar para acompanhar o que os municípios estão fazendo. Precisamos saber se o plano está sendo efetivo. Por isso, todo mundo precisa usar a mesma metodologia”, esclarece a diretora de Gestão da Qualidade Ambiental, Liliana Adriana Nappi. 

A gestora da Feam explica que, além dos 11 municípios, toda cidade mineira com mais de 20 mil habitantes também deverá elaborar o PCPV e poderá participar dos encontros técnicos. Com a adesão dos municípios, a intenção é de minimizar a poluição atmosférica no território mineiro, provocada pela emissão dos gases poluentes.

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Etapas do PCPV

O primeiro passo do plano (metodologia) é fazer a contagem dos veículos que circulam nas principais vias da cidade. Quanto maior o número de vias monitoradas, maior será o entendimento sobre a poluição veicular na cidade. Com os dados da contagem dos veículos em mãos, é feito o inventário de poluição. O levantamento aponta quais tipos de veículos circulam nas vias – leves, pesados ou motos. A distinção é necessária porque cada tipo de automóvel possui um fator de emissão diferente, inclusive de acordo com o modelo e ano de fabricação.

Em seguida, é utilizado modelamento matemático para avaliar a dispersão da poluição em cada uma das vias. Enquanto algumas ruas tendem a dissipar os poluentes rapidamente, outras podem ter dificuldade de dispersá-los, o que causa grande concentração de poluentes no ar, prejudiciais à saúde. 

“O plano vai estimar o quanto de poluente foi lançado e qual é o seu comportamento, de acordo com um modelo matemático. Com isso, é possível analisar quais vias estão com a situação mais crítica. Com o modelamento é possível ver o que é crítico ou não, em termos de emissão e dispersão”, salienta Liliana. 

Com base nas informações levantadas, as prefeituras podem pensar em soluções para resolver a situação dos trechos mais críticos. Implantar meios alternativos de transporte coletivo e reduzir o número de veículos que circulam nos locais são algumas das ações possíveis para controlar a poluição das vias. 

Revisão do plano
O atual PCPV foi publicado pela Feam em dezembro de 2014 e é uma revisão do plano publicado em 2010. No primeiro documento elaborado, o foco era a inspeção veicular. A ideia era que a emissão fosse medida em cada veículo. 

Porém, fazer a medição de veículo a veículo se mostrou uma tarefa difícil de ser aplicada. Por isso, o plano foi revisto com a incorporação da nova metodologia. “Mudamos totalmente a ótica para fazer um trabalho mais efetivo”, frisa Liliana. “Mudamos a concepção do trabalho. Mantivemos a inspeção como uma necessidade do futuro. Ela vai ser um passo posterior”, acrescenta a diretora do Feam.
Clique aqui para acessar a íntegra do Plano de Controle de Poluição Veicular.
Agência Minas

quarta-feira, julho 22, 2015

Jogo promove conservação e uso consciente da água


O jogo “Espelho das Águas”, criado pelo Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), pretende levar informações e sensibilizar a sociedade em geral sobre o uso consciente da água. O nome Espelho das Águas faz referência ao Planeta Terra, que possui uma superfície coberta por cerca de 71% de água, formando um grande espelho. 

A criação do jogo contou, também, com a parceria do Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Polícia Militar e do Governo de Minas Gerais. 

O tema escolhido - que possui a água como foco, devido à crise hídrica atual - foi criado para ser um dos materiais didáticos utilizados no curso de Multiplicadores em Educação Ambiental, ministrado pelo Núcleo de Educação Ambiental da Semad. 

Com linguagem e mensagem acessíveis a qualquer tipo de público, o jogo é um método de aprendizagem tanto para crianças e adolescentes, quanto para a sociedade como um todo, de forma que o professor ou o educador ambiental venham a incrementar as suas informações junto ao seu público alvo durante a aplicação.

Segundo Ricardo Cottini, um dos autores do projeto e analista ambiental da Semad, o jogo informa e sensibiliza o público sobre o uso consciente da água, para que estas percepções e novos modos de agir façam parte da sociedade em seu cotidiano. 

“É um jogo simples e claro até mesmo para a família brincar, aprendendo com seus filhos e demais familiares.” comenta Cottini. 
Em meio a um cenário de crise hídrica, a temática do jogo gera debates e proporciona o aprendizado de questões comuns no dia a dia da sociedade, que fazem toda a diferença para a conservação e o uso consciente da água.
Para Cottini, uma reforma no pensamento é necessária para que as pessoas possam absorver e perceber o caos da situação e, assim, gerar mudanças em seus comportamentos e atitudes. 

“A água é um recurso essencial para a nossa vida, das plantas, dos animais e para muitas de nossas atividades produtivas como seres humanos. Sua proteção é uma necessidade vital, como também uma obrigação moral da sociedade, com uso racional, precaução e parcimônia, além de políticas públicas de gestão, com responsabilidades individuais e coletivas.” afirma Cottini. 
Aparentemente, há uma grande quantidade de água no planeta para o consumo, porém, apenas 1%, aproximadamente, está acessível para o uso imediato, visto que a maior parte da água concentrada em nosso planeta é salgada.
“Assim como passageiros dessa grande espaçonave Terra, devemos saber como colocar em prática modos de vida onde um simples ato de tomar banho, escovar os dentes ou fazer aquela faxina em casa, podem fazer toda a diferença.” concluiu Ricardo Cottini.
Para fazer download do jogo, clique aqui.

Karoliny Alvarenga
Ascom/Sisema


Ipês colorem ruas e encantam a população de Belo Horizonte



Emoldurada pela Serra do Curral, a identidade belo-horizontina ganha tons vivos da árvore símbolo do Brasil", diz o Estado de Minas
As floradas dos ipês embelezam os corredores de trânsito em Belo Horizonte, destaca o Estado de Minas. "Nas avenidas Afonso Pena, do Contorno, Amazonas e Brasil e nas alamedas da Praça da Liberdade, eles contrastam com o azul do céu de inverno e fazem jus ao nome da capital", diz o texto.
"Emoldurada pela Serra do Curral, a identidade belo-horizontina ganha tons vivos da árvore símbolo do Brasil. Apesar de a espécie ser encontrada em todo o país, é certo que se adaptou bem aos ares mineiros e, caprichosamente, dão charme a cada esquina", salienta a reportagem do jornal.
Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

segunda-feira, julho 20, 2015

Dessalinizador trata cinco mil litros de água por dia com energia solar

Quantidade de água dá para abastecer cada morador com 20 litros por dia. 
Entenda como o projeto desenvolvido em Pernambuco funciona.

Mônica SilveiraCamaragibe, PE
O dessalinizador instalado em Riacho das Almas tem capacidade para tratar cinco mil litros de água todo dia. O que dá para abastecer cada morador com 20 litros por dia. Mas os dessalinizadores podem ser preparados para tratar mais ou menos água. O projeto do governo do estado é levar essa solução que está dando certo em Riacho das Almas para outras cidades de Pernambuco.
“Você tem aqui nessa região do semiárido, um exemplo de utilização sustentável dos recursos naturais. Temos o sol como fonte de energia para retirada da água salgada da terra, a separação entre água doce e para atender as pessoas”, fala o secretário de recursos hídricos de Pernambuco, Almir Cirilo.
Uma fábrica fica na região metropolitana do Recife e já produziu mais de mil dessalinizadores que estão espalhados pelo interior do Nordeste.  Mas com energia do sol são apenas dois. Um em Pernambuco e outro no Maranhão.
Para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes, levando em conta um consumo diário de 120 litros por pessoa, uma estação de dessalinizadores custaria US$ 60 milhões – R$ 192 milhões usando energia elétrica ou US$ 120 milhões – R$ 384 milhões - se o equipamento fosse movido à energia solar.
Os gastos de operação e manutenção saem 40% mais em conta com o equipamento solar. A máquina também pode tirar o sal da água do mar. É o que acontece em Fernando de Noronha. Lá ela trata 48 mil litros de água do mar por hora.

segunda-feira, julho 13, 2015

Transparência da Cemig na divulgação informações socioambientais é destaque nacional




Sistema de Informação da Qualidade da Água, da Cemig, é um dos 20 melhores cases de sustentabilidade do país, de acordo com o Programa Benchmarking Brasil
O Sistema de Informação da Qualidade da Água (Siságua), da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é um dos 20 melhores cases de sustentabilidade do país, de acordo com o Programa Benchmarking Brasil, que que reconhece, certifica e compartilha as melhores práticas socioambientais das instituições brasileiras.
O Siságua, que coleta e divulga a todos os interessados as informações sobre a qualidade da água nas bacias e rios de Minas Gerais, onde a Cemig possui usinas, concorreu com outros 200 cases de sustentabilidade, avaliados por metodologia reconhecida pela ABNT, e ficou em 20º lugar.
Este reconhecimento reforça o compromisso da Cemig com a sustentabilidade e com a transparência na divulgação dos dados relacionados à gestão da água em seus reservatórios e bacias hídricas. Há 15 anos no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, a Cemig é a única empresa do setor elétrico da América Latina a fazer do índice desde a sua criação.
Siságua
O Siságua é um sistema de informação da qualidade da água, que gerencia importantes aspectos dos reservatórios da Companhia, divulgando informações para toda a sociedade. O sistema está disponível em três ambientes: internet, intranet e extranet. Os profissionais envolvidos no monitoramento da água entram com os dados resultantes de análises, e a população pode tomar conhecimento de quais são as condições da qualidade da água dos reservatórios das usinas da Cemig.
O sistema está disponível para a população desde 2010 e, mais recentemente, ganhou o filtro geográfico por meio do qual é possível identificar os pontos exatos onde há o monitoramento da qualidade da água.
Para os pesquisadores da Cemig, o sistema foi um grande avanço na consistência das informações, que são inseridos próximo ao local da coleta com a inclusão dos dados na versão extranet do sistema. “Esse processo deixa o sistema muito mais confiável e atualizado, permitindo à Cemig entrar em ação antes que haja qualquer problema”, ressalta o diretor de Geração e Transmissão da Cemig, Franklin Moreira Gonçalves.
A população tem acesso aos indicadores de cores para a qualidade da água nos diversos pontos de medição. O azul indica o melhor estado da água, passando pelo verde, amarelo e vermelho, que indica o estado mais crítico. No ano passado, a versão do Siságua para Internet teve 5.000 visualizações. O Siságua está disponível no link: http://www.cemig.com.br/sag/
Programa Benchmarking Brasil
Em sua 13ª edição, o Programa Benchmarking Brasil é considerado um dos mais respeitados selos de sustentabilidade do País pela sua abrangência, transparência e independência. Além disso, representa um serviço de utilidade publica à medida que informa a sociedade o "modus operandi" das organizações para com as questões socioambientais. “O selo mostra a sustentabilidade aplicada no dia a dia da empresa muito além da teoria e do discurso”, ressalta o superintendente de Gestão Ambiental da Geração e Transmissão da Cemig, Ênio Marcus Brandão Fonseca.

Cidade de Ipanema vai produzir o maior queijo minas padrão do mundo



O município do interior de Minas Gerais já detém o recorde. Festa local também vai contar com um doce de leite gigante, diz O Tempo
A cidade de Ipanema, na região do Rio Doce, planeja produzir o maior queijo minas padrão do mundo, diz O Tempo. Estima-se que 17.500 mil litros de leite vão ser utilizados para a produção do maior queijo. A iguaria vai ser apresentada na Festa do Queijo entre os dias 31 de julho e 1º de agosto.
"O município do interior de Minas já detém o recorde de maior queijo minas padrão do Brasil, auditado pelo Rank Brasil, com um queijo de 1.770kg produzido em 2014, e este ano quer atingir a marca de 1.850kg", diz a reportagem. A festa deste ano também vai contar com um doce de leite gigante.
Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

terça-feira, julho 07, 2015

Governadores Valadares sedia 3ª edição do Seminário Águas de Minas

Tema será “Os desafios da crise hídrica e construção da sustentabilidade.” Segundo organização, Rio Doce é o 10º manancial mais poluído do país.

Começou nesta terça-feira (7), em Governador Valadares a 3ª edição do Seminário Águas de Minas. Nesta edição, o evento tem como tema “Os desafios da crise hídrica e construção da sustentabilidade.”
Questões como saneamento básico, gestão de recursos hídricos, geração de energia, agricultura e indústria serão abordadas. De acordo com a organização do seminário, será  apresentado um panorama sobre a situação dos recursos hídricos na região, com base em diagnósticos feitos pelo Comitê e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).
De acordo com Iusifith Chafith, representante do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, uma das mais importantes demandas da região é a elaboração e execução dos planos municipais de saneamento básico.
Segundo dados da organização do evento, o Rio Doce é atualmente o 10º manancial mais poluído do país e gera preocupação para os representantes dos Comitês que compõem a Bacia do Rio Doce, que estão financiando a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, na tentativa de resolver ou, ao menos, amenizar o problema. Atualmente, 156 planos estão em andamento, com uma demanda de investimentos de R$ 21 milhões de reais.
A Bacia do Rio Doce tem uma área de drenagem de 86.715 Km², dos quais 86% estão no Leste de Minas e 14% no Espírito Santo. O Seminário Águas de Minas é promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com apoio dos Comitês da Bacia Hidrográfica (CBHs) do Rio Doce.